Júri Popular condena acusado de participar de assassinatos no Hospital a mais de 26 anos

Daniel de Castro foi absolvido no primeiro julgamento, mas Promotoria teve apelação aceita pela instância superior

Foi realizado nesta sexta-feira, 24, o julgamento de Daniel Antunes de Castro, um dos acusados de participação no duplo assassinato registrado nas dependências do Hospital Manoel Gonçalves, em 2013. O rapaz foi denunciado, juntamente com Jaques Lopes de Oliveira, Glauciano Nogueira da Silva, Arlon Richers Batista da Silva, Cristiano dos Santos Vaçal, Moisés Rodrigues da Silva e Jonatas Palas Batista, por tentativa e homicídio consumado. As vítimas: os irmãos Anderson Nunes da Silva e Edson Nunes da Silva.

De acordo com a Justiça, no dia 08 de fevereiro de 2013, em uma residência na rua Jair Ferreira Soares, no bairro Morada Nova, Daniel e os comparsas tentaram matar Anderson Nunes da Silva, após torturá-lo. Os autos apontaram que só não houve êxito porque o jovem, mesmo ferido, foi socorrido e conduzido à Casa de Caridade, onde passou por cirurgia.

Ainda de acordo com as investigações, ao tomarem conhecimento do fato, Jaques e Daniel se aliaram a Cristiano e Glauciano para invadir a unidade de saúde. Depois de renderem duas enfermeiras, mediante ameaça com armas de fogo, dirigiram-se ao quarto em que Anderson estava internado e atiraram contra ele e Edson, que o acompanhava.

Jaques Lopes de Oliveira, Glauciano Nogueira da Silva, Arlon Richers Batista da Silva, Cristiano dos Santos Vaçal, Moisés Rodrigues da Silva e Jonatas Palas Batista já haviam sido julgados. Daniel chegou a enfrentar o Júri Popular, sendo absolvido. No entanto, a acusação não concordou e interpôs apelação, acolhida pela instância superior, para anular, em relação a ele, a decisão anterior, por entendê-la contrária às provas, determinando novo julgamento.

A Promotoria alegou que contra Daniel também pesaram registros de outros crimes diversos. O réu ainda responde a processo por tráfico de entorpecentes, motivo pelo qual foi preso preventivamente. A conduta social do rapaz, apontado como usuário de drogas e sem ocupação profissional, também contribuiu. Os jurados condenaram o rapaz a 26 anos e três meses de reclusão, nove meses e dez dias de detenção e 46 dias-multa.

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