Morte na BR-262 em Juatuba causa comoção e reacende revolta pela falta de estrutura para travessia segura

Prefeitura aciona concessionária e começa a montar dossiê em busca de soluções para moradores dos bairros às margens da rodovia

A morte de um homem na altura do Km 366 da BR-262, próximo à entrada de Juatuba, em 25 de dezembro, dia do Natal, causou comoção e reacendeu a revolta da população com a precariedade da estrutura no trecho da estrada que corta a cidade. A vítima, que morava na região há cerca de quatro meses, apenas, foi atropelada em um dos pontos que é alvo de muitos protestos, pelo menos, desde 2010. Os riscos enfrentados na rodovia têm sido destacados em diversas manifestações, com cobranças de providências das autoridades, para garantia de mais segurança no local.

Um dos líderes do movimento, o operador de manutenção industrial Douglas Joaquim Salgado, vive no Braúnas, que fica às margens da estrada. Em conversa com a reportagem, ele disse que a principal reivindicação é a construção de uma trincheira para facilitar o acesso dos moradores ao bairro e à área central. “Só em 2018 foram registrados inúmeros acidentes, seis deles culminaram em óbitos, por falta de uma travessia segura. As pessoas têm que usar o transporte público para fazer compras em Juatuba se não quiserem encarar o perigo. Fica tudo mais caro e difícil”, comentou ele, que conta com apoio de vários outros membros da comunidade nessa luta.

Douglas ainda completou: “Moramos a um quilômetro do Centro, mas, para conseguirmos frequentar os estabelecimentos comerciais, por exemplo, temos que fazer um retorno de aproximadamente 14 Km. Estamos indignados. E, o atendimento a esse apelo e também ao pedido pela instalação de uma passarela, seria um benefício para todos”. O militante contou ainda que aguarda uma reunião que será realizada em breve entre representantes do Executivo municipal e da concessionária da rodovia. Enquanto isso, não haverá manifestações, segundo o operário, que, no entanto, adiantou que pretende organizar uma grande mobilização, dependendo do resultado da conversa.

Procurado mais uma vez pelo JORNAL DE JUATUBA E MATEUS LEME, o secretário municipal de Planejamento e Coordenação, Júlio Cezar Gomes, voltou a afirmar que a Prefeitura está empenhada em resolver a questão. O gestor lembrou que a administração não consegue executar as obras reivindicadas por se tratar de um trecho sob concessão federal.

Segundo Júlio, o governo tem buscado, insistentemente, soluções junto à Agência Nacional de Infraestrutura de Transportes – ANTT – e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT. O Executivo tenta garantir até mesmo autorização para realizar as intervenções. Porém, não conseguiu êxito até o momento.

“A concessionária pede tempo para fazer estudos. Primeiro, permitiram a intervenção, depois encaminharam um ofício com informação diferente, dizendo que se enganaram em relação ao trecho. Eles chegaram a autorizar o retorno perto da Tiberina, o que atenderia bem a comunidade. Depois de análises, disseram que não seria possível”, comentou o secretário, que irá a Brasília ainda neste mês e planeja entregar um relatório sobre a situação, em mãos, ao presidente da República e deputados.

1 comentário
  1. Júnior Diz

    Não querem resolver!

    Desde 2010 o apelo que a meu ver já deveria ter sido pensado na duplicação, onde já se viu retorno em área urbana distante 5km um do outro ?

    Prefeitura de Juatuba assiste de camarote.

    Coloca estes óbitos na conta deles

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