Neider reúne servidores em dia de paralisação das prefeituras e desabafa sobre dívida do Estado

Débitos com o Município ultrapassam R$ 17 milhões e incluem valores destinados às áreas de Saúde, Educação e Assistência Social

Ao contrário de grande parte dos municípios da região, que paralisaram os serviços na terça-feira, 21, em protesto contra a dívida do Estado, Itaúna não suspendeu os atendimentos. No entanto, no fim da tarde, o prefeito Neider Moreira reuniu os servidores no pátio da sede do Executivo para um pronunciamento sobre a situação. De acordo com o levantamento apresentado, o montante devido pelo governo de Minas Gerais à cidade já alcançou a cifra de R$ 17.059.589,30. Os dados foram atualizados pela Secretaria de Finanças na segunda-feira, 20.

Neider afirmou que desde janeiro passado, a Prefeitura dispõe de recursos próprios para manutenção dos setores prioritários. Os valores referentes ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS -, não têm sido depositados integralmente. Os débitos incluem ainda cota-parte do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), recursos da Saúde, que tem R$ 10.790.228,08 em atraso, e do Piso Mineiro de Assistência Social (R$ 188.100,00).

Segundo o prefeito, em relação às parcelas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb -, o Estado deve R$ 4.567.879,73 e repassou, na última semana, apenas 12% desse valor. Diante disso, o Município precisou disponibilizar, para cobrir os vencimentos dos funcionários do setor, cerca de R$ 529 mil, sendo R$ 349 mil para garantia do pagamento e outros R$ 180 mil destinados ao adiantamento salarial, nesta quarta- -feira, 22. A Prefeitura também está custeando o transporte escolar e os gastos já atingiram R$ 154.440,00. Ainda segundo as informações divulgadas, a inadimplência com a Farmácia Básica vem desde o primeiro mês deste ano.

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