Prefeitura de Juatuba não pretende adiar início do ano letivo por causa da crise

Dívida acumulada pelo Estado deve atrasar volta às aulas em várias cidades da Região Metropolitana, entre as quais Mateus Leme

Herança do governo passado, a dívida bilionária acumulada pelo Estado continua a causar prejuízos na maioria dos municípios mineiros. O confisco dos repasses constitucionais por Fernando Pimentel ainda terá reflexos nos próximos meses e um deles já foi confirmado nesta semana: o adiamento do retorno às aulas. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, algumas prefeituras já anunciaram mudanças no calendário, devido à crise gerada pelos débitos. Assim, o ano letivo começará apenas em 18 de fevereiro em 11 cidades da Grande BH, que estão em dificuldades financeiras.

Conforme apurado pela reportagem, Mateus Leme que ainda não oficializou a alteração no cronograma, mas poderá adotar a medida, caso não receba parte dos recursos em atraso. Em resposta ao questionamento deste veículo de comunicação, o Executivo, por meio da assessoria de imprensa, sinalizou a possibilidade. O Município tem a receber mais de R$ 13,5 milhões, dos quais, R$ 156,6 mil correspondem a cinco parcelas do transporte escolar. São 11 instituições de ensino mantidas pela Prefeitura, com atendimento a cerca de quatro mil alunos.

Em Juatuba, mesmo que os repasses não sejam regularizados pelo governador Romeu Zema, neste primeiro momento, a volta às aulas ficou mantida para o período entre os dias 04 e 07 do próximo mês. A dívida do governo de Minas Gerais com a cidade ultrapassa R$ 17,1 milhões. Do montante, quase R$ 436,8 mil são referentes às cotas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb – e R$ 17,1 mil para o deslocamento dos estudantes. Juatuba mantém em funcionamento 11 escolas, um centro infantil e três creches, com 5.063 crianças e adolescentes matriculados.

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