Prefeitura de Mateus Leme fecha acordo com sindicato e começa a pagar salários dos servidores da Educação

Município não quita vencimentos integralmente por causa da dívida do governo de Minas, que chega a R$ 12 mi

Em reunião na quarta-feira, 21, a administração de Mateus Leme firmou com o Sindicato dos Servidores Públicos – Sindserp – um acordo pagar parcialmente os vencimentos dos educadores. Ficou definido o depósito de R$ 800 para cada um dos funcionários da área, nesta sexta-feira, 23. Para efetuar a medida, a Prefeitura contava, nesta semana, com um saldo de R$ 238.880,53, remanescentes da conta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica – Fundeb -, que garante os salários desses profissionais. O montante não seria suficiente para quitar integralmente a folha, por isso, o acerto junto à entidade que representa a categoria. Até o fechamento desta edição, não havia previsão de data para o pagamento do restante dos valores.

O parcelamento precisou ser adotado devido às dificuldades enfrentadas pela Prefeitura devido aos atrasos dos repasses constitucionais pelo Estado. Relatório atualizado pela Associação Mineira de Municípios – AMM – mostra que a dívida do governo de Minas Gerais com Mateus Leme já chegou a R$ 12.076.607,47. A inadimplência prejudica o fluxo de caixa e tem causado inúmeros prejuízos, já que o Executivo não tem conseguido cumprir os compromissos com o funcionalismo e os fornecedores. Além disso, faltam condições para investimentos em obras e ampliação dos serviços prestados à população.

Para suprir os gastos com as áreas prioritárias, a administração vem utilizando dinheiro do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN – e do Imposto de Transmissão de Bens Imóveis – ITBI -, além das taxas e do Imposto Territorial Urbano – IPTU. Em agosto, o Município complementou mais de R$ 700 mil da folha da Educação, para conseguir quitar os vencimentos de julho. Este mês, não houve essa possibilidade. Os servidores do setor sinalizaram a possibilidade de uma paralisação, porém, conforme informações obtidas pela reportagem, concluíram que essa não seria uma alternativa viável no momento, diante dos problemas que a cidade atravessa.

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