Alunos da escola Elza de Oliveira Saraiva enviam cartas ao Legislativo pedindo ajuda

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Crianças pediram que vereadores “olhem com mais carinho” para a instituição

Juatuba – Desde 2012, a Escola Municipal Elza de Oliveira Saraiva passou por vários lugares, buscando um local apropriado para suas atividades, que atualmente estão sendo realizadas na Câmara de Juatuba. Sem um espaço adequando para atividades, os professores improvisam.

O drama da instituição começou em 2011, quando a escola, finalmente, conseguiu a ordem de serviço para a construção de sua sede, com o intuito de diminuir o gasto para os cofres públicos, uma vez que pagava aluguel, e ampliar o número de vagas. A obra gerou um custo de R$ 1 milhão à Juatuba e apenas seis meses após sua entrega, em 2012, foi interditada pelo Corpo de Bombeiros. Na época, a Prefeitura chegou a gastar mais R$ 40 mil em reparos na tentativa de conseguir voltar com a instituição para o local. No entanto, o Ministério Público recomendou a demolição do prédio.

Com todas as dificuldades enfrentadas, alunos do 4º ano da escola enviaram ao legislativo municipal duas cartas, pedindo ao órgão que “olhe com mais carinho” para a instituição. No texto, as crianças afirmam estar estudando a história da cidade e com isso, avaliaram algumas áreas no município, umas que estão funcionando e outras que precisam de melhorias. Dessa forma, os estudantes entraram na questão da Elza Saraiva. “Gostaríamos de saber os planos para a nossa escola, o que pretendem fazer para a nossa melhor acomodação, uma vez que o lugar onde estamos não é adequado”, escreveram na carta.

Por causa da carta, o presidente da Câmara, Jurandir Barroso dos Santos, enviou ao Tribunal de Justiça da comarca de Mateus Leme uma solicitação referente as ações do judiciário em relação aos desvios na construção do prédio público, pedindo perspectivas para a solução do processo. “Com o conhecimento das perspectivas decorrentes das decisões do Poder Judiciário, este Poder Legislativo poderá adotar as medidas necessárias para exigir o melhor acolhimento dos alunos, em espaço adequado para todas as atividades”, afirmou Jurandir em nota.

O JORNAL DE JUATUBA DE MATEUS LEME entrou em contato com o Ministério Público, que até o fechamento dessa edição não havia retornado o pedido de informação. De acordo com o Tribunal de Justiça, desde o dia 1º de julho, o juiz está com o resultado da perícia feita no local, mas o resultado ainda não está público, pois está para despacho, com isso, não é possível saber sobre a demolição ainda.

Nova obra

A escola abriga 327 crianças de 4 a 10 anos e para alocá-las em um lugar definitivo, com as adequações e necessidades que a instituição de ensino precisa ter, a Secretaria Municipal de Educação, adquiriu um terreno na Rua José Monteiro para a construção da nova sede. Entretanto, ainda não há previsão do processo licitatório para a contratação de uma construtora, além de verbas para custear, novamente, a construção da Escola Municipal Elza de Oliveira Saraiva.

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