Adônis diz que já está em andamento projeto de nova sede para Escola Elza Saraiva

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Gestor ratificou que destino do prédio abandonado do hospital infantil será se tornar uma UPA

A situação da Escola Municipal Elza de Oliveira Saraiva e do contrato com a empresa Arbor, responsável pelo serviço de limpeza urbana em Juatuba, são as questões que mais têm gerado polêmicas na cidade.

O Município já teve três prefeitos desde a conclusão da obra da sede da escola e até hoje não chegou-se a nenhuma solução, seguindo o impasse se o imóvel deve ou não ser demolido. O problema com a Arbor é mais recente, no entanto, tem um grande peso para os munícipes, que reclamaram por diversas ocasiões da qualidade do serviço realizado na cidade e, posteriormente, pelo não pagamento dos funcionários, que chegaram a ameaçar entrar em greve.

Embora a Prefeitura de Juatuba mantenha o pagamento pelos serviços prestados pela Arbor em dia, a empresa não tem feito o mesmo com seus colaboradores. Funcionários da Arbor disseram à reportagem que continuam com o pagamento em atraso, mesmo assim estão trabalhando nas ruas.

Esta semana o Jornal de Juatuba e Mateus Leme conversou com o prefeito Antônio Adônis Pereira sobre esses problemas e qual postura ele adotará para solucioná-los. Na ocasião, a reportagem perguntou também ao novo gestor do município sobre como fica a questão da obra abandonada do hospital e qual é a realidade econômica hoje dos cofres públicos.

Em relação a Escola Elza Saraiva, construída na sua gestão anterior, quais são os planos para o imóvel, tendo em vista a recomendação para que seja demolido? As aulas serão mantidas na Câmara, a Prefeitura vai alugar um imóvel mais adequado ou será construído um novo prédio?

Em início, cabe salientar que a obra da escola foi iniciada na nossa gestão, em 2012, e findada em 2013, sob o governo do meu sucessor. Hoje, antes de qualquer decisão, é necessário que seja realizada a perícia técnica solicitada pelo Ministério Público, para que, atestada a segurança do prédio, a Justiça tenha condições de determinar a autorização para a utilização do prédio. Com a despesa de alugueis da Prefeitura alcançando a casa dos R$80 mil, principalmente na região central da cidade, uma ideia é transformar o local em um centro administrativo, abrigando diversas secretarias e serviços públicos, gerando grande economia aos cofres do município.

Em relação às instalações da Escola Elza, o projeto de uma nova construção mais moderna está em andamento, o que propiciará mais conforto e segurança aos alunos e servidores. De fato, tirar os meninos da Câmara para levar a um local com menos condições, não está em cogitação. A única possibilidade, na nossa gestão, é a melhora.

Durante a campanha, você falou sobre a vontade de transformar a construção abandonada do hospital infantil em uma UPA. No entanto, o prefeito interino Jurandir dos Santos estava conversando com o Hospital Mário Penna para transformar o espaço em uma nova unidade da instituição. A atual gestão vai procurar o Mário Penna para retomar as conversas ou o objetivo será implantar uma UPA mesmo?

Não vamos procurar o Hospital Mário Penna. Apesar de ser uma instituição de extrema competência e referência no tratamento oncológico, acreditamos que uma Unidade de Pronto Atendimento tem mais serventia para a os munícipes de Juatuba e cidades vizinhas. Em conversa com outros prefeitos, inclusive o prefeito de Florestal, Otoni, estamos iniciando um movimento que, com o auxílio de deputados, senadores e do Governo do Estado, vamos lutar para a viabilização da UPA, ou até, quem sabe, um hospital para nossa população. Como dito na campanha, a saúde é nossa prioridade. Essa semana tivemos uma conversa muito produtiva com o prefeito de Betim, Vitório Mediolli, onde foi discutido sobre as possíveis aplicações da indenização da tragédia ocorrida em Brumadinho a nós, que sofremos com a morte do nosso Rio Paraopeba. Possivelmente, essa indenização pode somar à concretização do nosso hospital.

Os prefeitos anteriores saíram afirmando que deixaram a “Casa” em ordem. Qual foi o cenário encontrado pela nova gestão? Como estão as contas públicas?

A realidade que encontramos é bastante diversa desta prometida. É sabido que a Lei de Responsabilidade Fiscal sugere que a folha de pessoal não supere 49% e penaliza quando ultrapassa 54%. Em junho, a folha deve alcançar os 58%. Encontramos a Prefeitura inchada, com 187 servidores comissionados em exercício. Fomos obrigados a exonerar quase 100 trabalhadores, a maioria com contratos de menos de dois meses e estamos com muita dificuldade para montar nossa equipe de governo devido a essa situação.

O resultado disso é que estou obrigado a trabalhar com três secretários: Marco Antônio Guimarães Diniz respondendo pela Fazenda e interinamente pela Administração, Governo, Infraestrutura e Meio Ambiente; Denise Reis Navarro responde pela Educação e interinamente pelo Esporte; minha vice, Maria Célia da Silva, responde interinamente pela Saúde e Assistência Social, auxiliada voluntariamente por Benedita de Fátima da Fonseca Saliba. Os cargos de Procurador Geral e Controlador Interno são obrigatórios e são respondidos por Luiz Fernando Moreira Mendes e Raphael Antonio Alves Rios, respectivamente.

A situação, em números, é a seguinte: recebemos a Prefeitura com R$3.624.015,33 em caixa, sendo que, aproximadamente, R$2.800.000,00 são de verbas vinculadas, ou seja, com destinação específica. O restante, menos de R$ 1 milhão, serviriam para cobrir a folha, que alcançava quase 5 milhões com os encargos e quase R$ 2 milhões em dívidas.

Essa semana tomamos mais um susto. Dia 10, terça-feira, tivemos quase R$ 600 mil bloqueados referentes ao Fundo de Participação dos Municípios, devido à negligência da gestão anterior sobre os repasses da Previdência em abril e maio. Ainda assim, no mesmo dia 10, conseguimos honrar com todo o funcionalismo em exercício, inclusive o vale alimentação (dia 03 de julho) e o Vale Transporte, que não faltou neste mês. Fruto de árduo trabalho da minha equipe.

Outra questão complexa é a situação da Arbor. Conversamos com funcionários essa semana que afirmaram que a empresa está com pagamentos atrasados e que não acertou os direitos trabalhistas com quem foi demitido. Até quando a Prefeitura vai manter o convênio com a empresa e como está o andamento para lançamento de um novo edital?

Sobre a Arbor, o que podemos afirmar é que os repasses estão em dia. A empresa é a responsável pelo seu corpo de funcionários, a Prefeitura não possui responsabilidade nessa relação trabalhista. O contrato termina em setembro, quando haverá nova licitação, visto que não há mais prazo para aditamentos.

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