Aplicativo ajuda na adoção de crianças

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A.dot é aposta do TJMG para poder facilitar o processo

Ter uma família é o sonho de muitas crianças. Sentir o aconchego do lar, com pessoas que se importem com elas e que lhes tragam segurança e proteção é algo de que muitas delas são privadas. Estima-se que atualmente cerca de cinco mil crianças brasileiras não tenham um lar.

Para mudar essa triste situação, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais, por meio da Coordenadoria da Infância e da Juventude, assinou convênio com o Tribunal de Justiça do Paraná para aderir ao aplicativo A.dot. O objetivo da ação é ampliar as possibilidades de adoção tardia.

Segundo a Comarca de Mateus Leme, no município e em Juatuba, há apenas uma menina de 13 anos para adoção. Entretanto, nos abrigos há 20 crianças esperando a finalização dos trâmites para que sejam encaminhadas para a adoção ou reinserção nas famílias de origem.

O uso do aplicativo, que está disponível em IOS e Android, pode ajudar a solucionar esse problema. De acordo com o departamento de Assistência Social da Comarca, a capacitação de profissionais e usuários do aplicativo acontecerá dia 20 de setembro e a expectativa é que os participantes já comecem a aplicar o sistema nas cidades. 

Aplicativo seguro

Quem busca ingressar nas filas de adoção não poderá acessar o aplicativo, que é voltado para os pretendentes já habilitados e os menores de idade que têm pouca chance de serem adotados por famílias brasileiras. Normalmente, são crianças acima de sete anos, grupos de irmãos ou portadores de deficiência física ou mental.

Para poderem estar no aplicativo, os jovens em adoção precisam autorizar o uso de sua imagem, após autorização do juiz da Infância e da Juventude da comarca onde estão abrigados. E, para maior resguardo dos menores, apenas alguns grupos de pessoas poderão visualizar as fotos, entre eles os pretendentes nacionais habilitados e inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, pretendentes internacionais habilitados pela Comissão Estadual Judiciária de Adoção, magistrados, promotores e equipes técnicas com atuação na área da infância e da juventude, membros dos grupos de apoio à adoção e representantes de organismos internacionais credenciados. 

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