Bairros de Mateus Leme sofrem com a falta de infraestrutura e saneamento

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Crescimento desordenado e sem planejamento traz muitos problemas para o Município

Quem já passou pelo Planalto, em Mateus Leme, certamente se deparou com uma quantidade imensa de poeira no local, devido à ausência de pavimentação em quase todas as vias do bairro. Apesar de causar prejuízos a saúde da população e transtornos, se engana quem pensa que essa é a prioridade dos moradores. Isso porque, mesmo garantida pela Constituição Federal através da Lei nº 11.445/2007, até hoje não foi entregue o serviço de saneamento básico aos cidadãos. Essa semana, a Coluna Bairro a Bairro visitou o Planalto para escutar a população, que disse estar se sentindo “desamparada”.

O crescimento desordenado do município nas últimas décadas é a principal causa para a falta infraestrutura básica e tratamento de água e esgoto. Segundo a administração municipal, Mateus Leme cresceu sem planejamento e muitas comunidades são carentes do mínimo de infraestrutura, porém, a Prefeitura informou que está em execução no município o projeto Sanear, que vai atender regiões que não possuem esgotamento sanitário.

“Com o projeto, iniciado ano passado, foi possível atender sete ruas no bairro Central, duas no Imperatriz, duas no Jardim Mangabeiras, duas no Jardim de Alá, sete no Jardim Serra Azul, sete no João Paulo II, uma no Maria Cristina, duas no Nossa Senhora do Rosário, cinco no Planalto, uma no Santa Luzia, três no Vale Verde, duas no Vale dos Araçás III, cinco no Vila Suzana e mais de dez no Vivendas do Vale”, destaca a nota enviada pela comunicação oficial. A prefeitura informou ainda que o projeto Sanear vai alcançar todo o município até 2024.

Reclamações

Em entrevista à reportagem, a comerciante Rosimeire da Silva comentou que espera pela rede de esgoto desde que chegou ao bairro. “Já são 27 anos que moro aqui e até hoje não temos saneamento básico. A Prefeitura vem, faz a medição e coloca os piquetes, mas não dão continuidade”, explicou.

Para o morador Sidney de Meneses, a sensação percebida pelos habitantes é de “desamparo”. “Nós estamos cansados de pedir para colocar uma rede de esgoto aqui. Não estamos pedindo demais, isso é essencial. Não faz sentido observar o bairro crescer e não dar condições dignas para as pessoas”, desabafou.

Ainda segundo os moradores, a situação só não piorou nos últimos anos porque a Prefeitura tem enviado caminhões para fazer a coleta dos resíduos. Contudo, segundo Edilson Dias, residências localizadas no final do bairro Planalto e no início do bairro Londrina não têm recebido sequer o auxílio. “O pessoal aqui tem se virado como pode para pagar o caminhão particular. Como seria bom se a Prefeitura enviasse o caminhão para atender a gente também”, exclamou o morador.

Em relação à solicitação, a prefeitura confirmou que há caminhões que realizam esvaziamento das fossas rotineiramente. Porém, para que o pedido seja atendido, é necessário que os moradores preencham um requerimento na Prefeitura, com previsão de coleta em até 20 dias.

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