Câmara aprova projeto que obriga Copasa a instalar redutor de ar

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Equipamento pode ser facilmente encontrado pela internet por até R$30; economia na conta de água pode ultrapassar os 10%, segundo vereador

A Câmara de Juatuba aprovou um projeto de lei que obriga a Companhia de Saneamento de Minas Gerais, COPASA, a instalar bloqueadores de ar nas tubulações de água das residências do município. O projeto, que é de autoria do vereador Alex Martins Silva, foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares. No texto base, o vereador justifica que a inserção do equipamento irá trazer economia aos moradores, uma vez que, o ar que corre nas tubulações é contabilizado pelo hidrômetro como consumo de água. Ainda de acordo com o projeto, ficará a cargo dos consumidores que solicitarem o serviço os custos do equipamento, que pode ser requerido no site da empresa ou na própria sede, e da instalação. Após o pedido, a Copasa terá 30 dias úteis para instalar o bloqueador. Em entrevista, o parlamentar explicou que o valor exato cobrado pelo serviço deverá ser definido nos próximos dias. “Nas cidades vizinhas o custo é, em média, R$200. Mas, ainda temos que sentar com a Copasa e definir os valores. A intenção é conseguir o parcelamento deste valor para ficar mais acessível para o consumidor”, comentou. Embora o valor de R$200 seja o preço médio do equipamento instalado, o bloqueador pode ser facilmente encontrado na internet por até R$30. E, diferentemente de cidades vizinhas, como Divinópolis, o morador de Juatuba não é obrigado a realizar o procedimento pela Copasa. Isso porque, de acordo com o art. 4 do projeto, é permitida a instalação do dispositivo por qualquer empresa que preste o serviço. “É uma economia que pode significar que o valor do bloqueador saia a 10% no valor final cobrado pela Copasa”, acrescentou Alex

Controvérsias

Apesar de vários fabricantes prometerem redução de até 30% na conta final do consumidor e 100% de bloqueio na passagem de ar, o aparelho em questão é alvo de críticas. Uma pesquisa realizada no laboratório da Universidade de São Paulo – USP -, em 2015, apontou para a ineficiência do aparelho e, em alguns casos, o bloqueador impedia até mesmo a passagem de água nas tubulações.

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