Candidatos de Juatuba: Otto e Isabella da Clarion

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O JORNAL DE JUATUBA E MATEUS LEME continua nesta edição a publicação de entrevistas com os candidatos à prefeitura de Juatuba (e os seus (suas) respectivos (as) vices). A divulgação é feita por ordem alfabética, com as mesmas questões para todos e em espaço igual. Conforme acordado com a Justiça Eleitoral, cada candidato a prefeito tem espaço de meia página para a entrevista, respostas que excederem o tamanho serão publicadas na íntegra em nosso site www.jornaldejuatuba.com.br. Nesta semana, é a vez de Otto Faleiro e Isabella da Clarion, da coligação “Juatuba Para Todos” (PDT / PSD).

Otto Faleiro nasceu em Sabinópolis, mas há 40 anos vive em Juatuba. Casado com Neriane, é pai de dois filhos, Felipe e Lucas. Já trabalhou com a criação de porcos e há 12 anos atua como advogado na cidade. Foi eleito vereador por dois mandatos. No primeiro, em 2001, foi o candidato mais votado do município. Entre seus feitos no Legislativo está a extinção da taxa de iluminação pública, reinstalada, mais tarde, pelo prefeito em 2005. Concorreu em 2012 e 2016 ao cargo de prefeito de Juatuba.

1. Qual é a maior motivação para a sua candidatura a prefeito? Quais são os principais desafios que o próximo prefeito precisará assumir? E de que forma isso será viável?

É justamente o cidadão de Juatuba. Esse é o maior personagem do processo político eleitoral da cidade, e que não se vê presente nos planos da administração municipal. Ele não se vê representado como servidor bem como cidadão. Enfim, o morador juatubense está totalmente ausente do processo da administração, haja visto que, a gestão da cidade se faz por pessoas estranhas à cidade e a seus interesses. Desta forma, a minha maior motivação é para que, juntos, possamos trazer ao cotidiano da administração da cidade, a sociedade juatubense, de fato a parte mais interessada na gestão local.

Temos que criar viabilidade administrativa, para atender as demandas que se avolumaram ao longo dos anos, resolvendo problemas e demandas do cidadão, em todos os segmentos da administração da cidade, resguardando seu constitucional direito de ir e vir, direito de receber “educação de excelência”, receber uma “saúde eficiente” no que compete ao município, enfim, em todos os segmentos da administração pública. Dificuldades estabelecidas por décadas, que está deixando a desejar no atendimento ao público, que necessariamente se vê obrigado a fazer uso dos serviços públicos disponibilizados pelos gestores à população.

Temos que tornar eficiente a máquina administrativa, para que esta possa atender o maior interesse do usuário da administração pública local, que é o morador de Juatuba. Este seria o maior desafio para qualquer gestor.

Com criação de um sistema de administração pública voltado de fato para o interesse e a dinâmica do cidadão Juatubense. Nós estamos muito atrasados neste sentido. Hoje todos meios de trabalho se desenvolvem em plataformas virtuais, num processo dinâmico, com respostas imediatas e não possam demorar 01 mês, 02 meses ou até muito mais. Citamos por exemplo o sistema de saúde municipal, onde se encontram pedidos de exames, cujos pacientes estão à 04 anos na fila. Isto demonstra a é falta de dinamicidade administrativa. É preciso darmos uma nova face à gestão pública. Não pode permanecer como sempre ocorreu ao longo desses últimos 28 anos.

2. Em tempos de pandemia da covid-19 a cidade, vive, como outros municípios brasileiros, momentos difíceis em todos os níveis. Qual seria a reinvenção política do chefe do executivo para devolver à população a confiança, a esperança e a motivação para as questões socioeconômicas e sociais da cidade?

Necessariamente um Prefeito que venha de fato estar à frente da gestão da cidade, não precisando copiar ideias de outros municípios. Precisam serem criados novos caminhos de acordo com a realidade local. Uma gestão municipal não admite erro gritante como foi na primeira parada (lockdawn) no início da pandemia, quando fechou o comércio por determinado período, quando não havia nenhum índice de ocorrência de pandemia do Covid-19. Não tínhamos pessoas com casos suspeitos ou qualquer outra situação de risco presente. Para tomar tais medidas quanto a segurança epidemiológica, deveria de antemão, ser averiguada a situação local e não o que estava acontecendo em outros municípios e ou regiões do Estado. Nossa realidade diferia de outras regiões do estado. Por tanto, não era o nosso caso. Com isso nós prejudicamos nossos empreendedores, comerciantes, comerciários entre outros seguimentos. E, no momento que de fato precisou fechar o comércio, já havia prejudicado de tamanha forma os diversos setores, que a própria sociedade fez um clamor negativo contra o fechamento total do comércio, que, já havia sido anteriormente, desnecessariamente prejudicada no período de meados de abril do corrente ano, quando o comércio foi quase na totalidade fechado de forma equivocada.

Temos que criar medidas eficazes para situação local, que poderia ser estendida até mesmo para a Educação, intercalando o ensino a distância e presencial, ainda que em dias alternados, para que os estudantes ocupassem metade do espaço físico, mantendo o distanciamento adequado de segurança, com a redução do número de alunos por turmas, e revezando com o ensino a distância, mantendo o distanciamento de segurança necessários. Temos que ser criativos e fazer uso de especialistas da área, copiar modelos de gestão de outros centos urbanos cuja rotina é única, pode não causar o resultado de cuidado necessário. Isso causa danos irreversíveis a sociedade.

Fato é que, após a segunda parada do comércio, muitos não conseguiram reabrir e vieram a fechas as portas de vez. Trata-se não apenas de reinvenção política, mas de botar em prática algo que nunca foi executado. Estaríamos criando soluções viáveis, que atendessem as imposições legais restritivas de convívio social ou do afastamento mínimo, e não ter deixado chegar ao caos que chegou a situação do comercio.

3. Dois dos grandes problemas do município são a infraestrutura e o acesso a saneamento básico, o que inclui o abastecimento de água, serviço muito criticado e prejudicado nos últimos meses. Como o senhor pretende viabilizar a execução de projetos que atendam a essas demandas?

Quando falamos de acesso a saneamento básico, aí incluindo abastecimento de agua, o serviço é muito criticado. Há uma deficiência de atendimento de água para o consumidor municipal, o que não ocorreu nos anos anteriores conforme agora se faz.

Constata-se que existe alguma anomalia no setor de gestão e distribuição d’água no município. A cidade tem um contrato firmado com a Copasa por volta de 2005, com validade de 30 anos, mas esta, diariamente cria situações que nos autoriza romper esse contrato pela inoperância desta empresa. Cobra-se da população para tratamento e destinação do esgoto doméstico, e este é lançado in natura nos leitos córregos e rios que cortam a cidade. Isto é crime ambiental, isso é falta de responsabilidade e descumprimento de práticas preservacionistas.

Precisamos tomar medidas imediatas contra essa empresa, que ganha dinheiro dos moradores a título de taxas com relação a destinação do esgoto. Contrato firmado em 30 anos e até hoje vemos a inoperância da Copasa nesse sentido.

No caso de abastecimento d’agua por exemplo, no distrito da Boa Vista, o atual gestor promoveu equivocadamente essa semana, ligação da rede que abastece esse local, estendendo o abastecimento até o bairro Quintas da Boa Vista. sendo que aquele local suficiente em água, por meio de poços artesianos que podem ficar ligados por 24 horas, há vasão suficiente para que se atenda todo o bairro Quintas da Boa Vista, e que está inoperante há 07 meses por má gestão da Associação local. Ao contrário, lá tem excesso d’água que poderia ser revertido para a parte de baixo da Boa Vista, por declividade inclusive, sem ônus para suprir o que a Copasa não tem cumprido.

Quando se trata saneamento básico, que inclui o abastecimento de água, rede de esgoto e estações de tratamento, o governo federal disponibiliza recursos para essas obras, desde que tenhamos projetos viáveis tecnicamente, para implantação dessas melhorias.

Antes de chegar nesse estágio, temos antes que provocar a Copasa, para que ela cumpra o que foi pactuado, e após sua inercia, temos como fazer, assim como Pará de Minas fez anos atrás. O saneamento urbano explorado pela Copasa, foi municipalizado.

Estranho é que aqui no nosso município gera-se água pelo Sistema Serra Azul, que abastece mais de meio milhão de pessoas na região metropolitana e a cidade de Juatuba, além de faltar agua, ainda tem logradouros abastecidos com caminhão pipa. Tomar para o município o que é de direito e criar um sistema público municipal de abastecimento de água e destinação de esgoto com estações de tratamento, onde nós estaríamos, por meio de financiamento federal, com juros subsidiários, inclusive meta para o governo federal até o ano de 2030, conforme consta no Plano Nacional de Infraestrutura Saneamento Básico, cujo a população do pais é atingido em uma escala mínima, e no caso do nosso município, agravamos mais esses índices, quando aqui não existe nenhum tratamento de esgoto urbano.

A viabilidade deste projeto se pauta em atuação de uma gestão forte, que não aceita que, uma empresa venha faça um contrato e não cumpra nada. Está faltando alguém para bater na mesa, e esse é meu papel, é pra isso que nós estamos nos apresentando.

4. O foco em qualidade de vida e bem-estar social é considerado fundamental na gestão pública. Esses fatores englobam segurança, trânsito, sustentabilidade, educação, acesso à tecnologia, entre outras áreas. Quais são seus principais projetos para a qualidade de vida da população no município?

A qualidade de vida e bem-estar social considerado como fundamental na gestão pública, fatores que englobam educação, segurança, sustentabilidade dentre outras, quais são seus principais projetos para o bem-estar da população? Ora, temos que buscar Índice de Responsabilidade Social, que se pautem na Implementação pela Administração pública de políticas, planos e programas que são voltados para a sociedade por meio de ações que assegurem o acesso da população a assistência social, a educação de qualidade, aos serviços de saúde, à perspectiva de ter um emprego, a qualidade na alimentação, a segurança pública, a qualidade de habitação das pessoas, o saneamento básico, o transporte, acessibilidade e até mesmo o lazer, e veja bem, ao longo desses 28 anos. São todos esses parâmetros para os índices que se aplicam, para conseguir esse numerário. Houve outros momentos que voltava-se para viabilizar o ir e vir, e o sistema de transporte coletivo. Mas aqui ainda existe, transporte coletivo que interliga bairros com o centro, terem que andar em vias de terra, empoeirada, com buracos. Os ônibus coletivos sendo deteriorados por vias transitarem em precárias vias, o cidadão sai de sua casa e chega na cidade todo empoeirado. Desta forma, para vir de certos bairros ao centro de Juatuba é um martírio, quer seja pelas condições das vias, quer seja pela demora no transporte coletivo e outros. Então, o conjunto de uma gestão municipal é que vai dar solução a qualidade de vida e bem estar social.

Nós precisamos de pensar no todo para atingir um índice de desenvolvimento humano municipal que atenda ao que a lei fala, mas não podem ser esses números figurativos “para inglês ver”, tem que ser números reais. Nós temos que fazer com que a educação aqui atinja o público alvo, veja que esses dias, os índices que se arrecadam anualmente da educação, o IDEB, caiu no município, caiu a poucos dias, ora, o que está acontecendo? Onde tinha que melhorar, caiu e isso é o básico. Então, para nós atendermos de forma efetiva o item 4, teremos que pensar em educação. Porque quando você da educação para as pessoas eles se qualificam melhor, conseguem bons empregos, conseguem boa remuneração, tem uma carreira profissional, são assediados por empresas para trabalhar, porque o cara é bom de serviço, tem qualificação, tem conhecimento prático e acadêmico e com isso deixa de ser um cidadão que estaria atrás do estado para buscar uma cesta básica, para complementar sua renda e passa a ser um gerador de renda para o município, com quanto, ele passa a ser um comprador do mercado municipal, estará usando o sistema de saúde público municipal mas visando a prevenção, com as vacinações, com os acompanhamentos médicos naturais e desta forma a qualidade de vida se mostrará evidenciada. Com isso, nós temos que oferecer infraestrutura urbana, que hoje, não tem nenhuma: infraestrutura, acesso, condições de morada, condições de educação. Atendimento nos postos de saúde: fazer com que funcione, não é abrir um punhado de portinha de posto de saúde que o médico fica correndo de um para outro para atender, porque o médico é somente um, as casinhas dos postos de saúde que se tornaram muitas e alugadas, muitas vezes de amigos da administração e não pode ser assim, o município tem condições para isso, tem imóveis do município que estão deteriorando por ai. Nesses lugares podem ser abertos centros de atendimento a sociedade, mas não, é o caso da rua Walter Januzi, bairro São Gerônimo que tem um prédio abandonado de primeira qualidade, isso é um absurdo, isso que nós devemos olhar.

5. O que representará verdadeiramente a figura do vice-prefeito no seu mandato?

No nosso caso, falando pelo nosso projeto político, a figura do vice-prefeito, estará exatamente no mesmo patamar do prefeito, ele estará dentro de segmentos da administração sendo o primeiro comando pela viabilidade administrativa do município com medidas práticas, eficazes e que de fato atinjam e atendam as demandas da sociedade. Esta é a minha visão de vice, não tenho um vice como uma figura que se posta ali e fica esperando, ao contrário, por isso nós buscamos essa jovem, porque sabemos da sua dinamicidade. Nossa experiência aliando-se a sua dinâmica irá permitir atender grande parte dos interesses da sociedade.

Isabella da Clarion: herança familiar e representação do comércio

Isabella Duarte tem 30 anos e é comerciante. Formada em Logística, é de família tradicional na cidade. É filha de Jésus Ambrósio, mais conhecido como Mamão, e Maria Amélia. É também neta de Jesus e Elza Saraiva, importantes nomes da história de Juatuba. Essa é sua primeira eleição e o partido aposta nela como uma representante da juventude e do comércio locais.

1. O que dizer de sua candidatura à vice-prefeito (a)? O que levou a essa escolha e como o seu nome foi colocado junto da coligação?

Como um sinal e vontade de Deus! Fui escolhida através de uma avaliação e pesquisa onde foram observados pontos positivos para vir a ser uma integrante importante na política de nossa cidade, como, por exemplo, por ser de família tradicional de Juatuba, que desde a emancipação da nossa cidade teve participações importantes em diversas áreas. Desde que me entendo por gente o comércio é a minha paixão. Aos 13 anos comecei a trabalhar no açougue com meus tios, mais conhecidos como Preto, Du e Biscoito, proprietários da Casa de Carnes Juatuba. Lá trabalhei durante seis anos e sigo firme nesse caminho. Na educação, minha mãe Maria Amélia, minhas tias Elza, Elenice, Elisa, Sônia e minha prima Lisley se dedicaram e dedicam a alfabetização de grande parte da cidade. No esporte, tenho como exemplo meu pai, Jésus, que foi treinador de futebol, pai e amigo. Eu brincava muito com ele, falando que eu tinha muitos irmãos. E na política, tenho como inspiração meu avô Jesus Saraiva, que foi vereador durante de 1997 a 2000. Esse legado talvez explique minha facilidade de me relacionar com o outro, da criança, jovens até o idoso. Acredito que esse foi o diferencial para a escolha do meu nome como vice-prefeita.

2. Eleita sua chapa, como você pretende atuar junto ao prefeito? O que você tem como propostas para a administração municipal na condição de parceiro do chefe do Executivo?

A prefeitura é constituída de um todo. Eu faço parte do todo de uma forma mais próxima possível para viabilizar a administração. Assim eu tenho áreas que tenho mais domínio e sei que no município está extremamente carente de participação da política aplicada no âmbito da administração municipal para a sociedade. Eu juntamente com Otto estarei de forma sincronizada, harmônica atendendo as demandas da sociedade. Por exemplo: logo no início do anúncio da pandemia no Brasil, a prefeitura decidiu fechar o comercio quando não tinha nenhuma referência se quer de problema no município. E isso não foi bom, causou estrangulamento numa categoria profissional de empreendedores que atende a sociedade, ai quando precisou de fato eles estavam sufocados e faltou oxigênio, algumas lojas fechadas pela segunda vez por exemplo não reabriram, encerraram suas atividades, isso é bom para uma cidade que precisa de emprego? A gestão não pode ser dessa forma. Tem que ter mais responsabilidade deveria ter feito uma leitura mais ampla da nossa realidade e não de onde copiaram os textos legais.

3. Na sua visão, quais são os principais desafios que a administração municipal irá enfrentar nos próximos quatro anos?

Essa é uma questão de difícil resposta, administrar um município demanda em primeiro lugar, compromisso com o desenvolvimento sustentável e uma paixão real pelas pessoas que ali vivem. Acredito que a gestão de liderança e formação de líderes juntamente com os avanços das tecnologias será o maior desafio.

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