Central de bloqueio de celulares completa dois anos, mas é pouco usada nos municípios

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A Central de Bloqueios de Celulares do Estado de Minas Gerais (Cbloc) completou dois anos de funcionamento. O projeto, que tem como parceiro a Polícia Militar, bloqueia os dispositivos roubados ou furtados, para diminuir o valor de mercado deles no mundo do crime e torná-los menos interessantes para receptação. No estado, já foram 24 mil aparelhos inutilizados.

O bloqueio desses aparelhos contribui também para proteção de dados das vítimas, que, em caso de furto ou roubo, podem ficar expostos. De janeiro a julho de 2020, mais de sete mil celulares tiveram funcionamento interrompido pela Cbloc, o que representa crescimento de 18% nos registros em relação ao mesmo período do ano passado.

Entre os locais com maior número de pedidos de bloqueio está a 1ª Região Integrada de Segurança Pública, que corresponde a Belo Horizonte, com 6,4 mil aparelhos. Em segundo lugar está a região de Uberlândia, com 3,5 mil requisições e em terceiro a região de Divinópolis, com 2,4 mil.

Apesar da ferramenta ser útil e de uso simples, ela ainda não se popularizou em Juatuba e Mateus Leme. Desde 2018, quando a Cbloc começou a operar, apenas três celulares foram bloqueados nos dois municípios. Quando observada a 2ª Região Integrada de Segurança Pública, com sede em Contagem, da qual ambos fazem parte, esse número sobe para 804 aparelhos até julho.

No primeiro semestre deste ano, as estatísticas de roubos de celulares caíram em Minas. No total, 13,8 mil aparelhos foram roubados, uma diminuição de 36% em relação a 2019. Já os furtos somaram 22,9 mil em 2020, redução de 26,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Como funciona a Cbloc

Quem precisar, pode pedir o bloqueio de celulares diretamente pela página cbloc.seguranca.mg.gov.br. É preciso estar como o boletim de ocorrência, agora conhecido como Registro de Eventos de Defesa Social, em mãos e informar o número cadastrado no aparelho roubado.

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