Comerciantes de Juatuba se queixam dos furtos no centro da cidade

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Crimes têm sido praticados por pedintes e moradores de rua, segundo proprietários de lojas

Na última semana, a Coluna Bairro a Bairro esteve em contato com comerciantes do centro de Juatuba, na Rua José Monteiro, após receber várias reclamações e relatos de vítimas, que disseram estar sendo obrigadas a conviver com constantes furtos em seus estabelecimentos.

Em entrevista à reportagem, uma comerciante que não quis se identificar por medo de represálias, contou que já presenciou, por inúmeras vezes, sua loja sendo furtada em plena luz do dia e que, na maioria das vezes, os crimes têm sido praticados por pedintes e moradores de rua. “Eu não sei mais o que fazer. Eles vêm, pegam as mercadorias e saem correndo. É um sentimento de insegurança e tristeza, pois não temos condições de contratar um segurança para ficar aqui o dia todo”, desabafou.

A comerciante disse ainda que o perfil dos criminosos é conhecido e, por mais que tenham sido realizadas reclamações junto à prefeitura, além de boletins de ocorrências, os mesmos continuam a voltar e repetir os furtos. “São sempre os bêbados que fazem essas coisas. Fica difícil trabalhar assim”, explicou.

Na mesma esquina, a vendedora Camila Suelen Ramos relatou que também convive com a mesma situação. “Teve um morador de rua que entrou aqui quatro vezes. Isso, somente em uma semana para pedir dinheiro”, explicou.

Para o comerciante Sérgio Lourenço, que também possui uma loja no centro, os casos de furto e a presença dos pedintes tem trazido muitos prejuízos para o comércio. “Eles deitam na porta das nossas lojas. Pedimos para saírem, mas eles não saem. Por vezes, tivemos que retirá-los. A polícia e a ambulância já vieram para tirá-los, mas eles sempre voltam. Cliente quando vê essa situação, nem passa perto dos nossos estabelecimentos”, afirmou.

Apesar dos acontecimentos, a Polícia Militar informou que tem intensificado a presença das viaturas no centro da cidade e, com isso, foi possível obter uma redução de até 60% em relação aos crimes, em comparação aos anos anteriores. Entretanto, para o tenente Renato Alves, os trabalhos devem funcionar em parceria com a população. “Na última reunião da Rede de Proteção Preventiva dos Comerciantes muitos não compareceram. Entendo que o engajamento com as questões da segurança pública é de interesse e responsabilidade de todos”, afirmou.

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