Festa de 60 anos da Escola Maria Rita Duarte reafirma o compromisso de melhorar a educação

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Diretor que foi agredido na instituição, volta ao trabalho motivado a mudar realidade nas salas de aula

Juatuba – No último sábado, 29, a Escola Estadual Maria Rita Duarte comemorou seus 60 anos de existência. Para comemorar, a instituição organizou um evento com um bolo de seis metros e apresentações musicais dos alunos, aberto a toda comunidade. Hoje, a escola atende 365 alunos, mas a capacidade total é para 700. Segundo o diretor da instituição, Webster Silvino de Oliveira, todas as vagas não são preenchidas por causa da criminalidade, que fez com que houvesse uma diminuição da demanda institucional.

Para recriar o vínculo com a comunidade e tentar mudar a visão errônea, hoje, atribuída a instituição, a direção idealizou a programação da festa voltada à comunidade, com apresentações das turmas do 2º ao 5º ano e três do ensino médio. Além disso, foi apresentado o jornal escolar “Comunica Maria Rita”, distribuído durante o evento, sendo mais uma ferramenta para mostrar o direcionamento educacional que a instituição vem tomando.

A comemoração contou com mais de 350 pessoas, incluindo o prefeito Adônis Pereira e a família de Maria Rita Duarte.  “Um dos grandes desafios é sensibilizar os alunos, mostrar que o foco do nosso trabalho é motivá-los, mostrar a importância de estarem nesse espaço, estudar, se envolver, estar sempre buscando mais. No ensino médio, por exemplo, incentivamos a fazer o Enem, um curso técnico ou uma complementação. Nosso desafio é despertar nos alunos a vontade de conquistar seus espaços profissionais”, explica Webster.  

O outro ponto importante para o crescimento da escola, apontado pela direção, é o envolvimento com a comunidade. “Porque, às vezes, a mãe chega, realiza a matrícula e acha que a escola vai dar conta de tudo, mas precisamos dessa interação, família-escola, tanto que um dos motivos do aniversário da escola é aproximar a comunidade do espaço escolar, para que possa entender um pouco qual é nosso trabalho e objetivo aqui”, afirma o diretor.

Criminalização

Em abril deste ano, a escola ganhou destaque em vários jornais, mas de uma maneira nada esperada. Um adolescente, de 16 anos, aluno da instituição, ameaçou e tentou matar o diretor da escola.

O menor tentou acertar o diretor com uma faca na altura do pescoço. A agressão foi impedida pelo superior, que teve algumas escoriações. O adolescente foi detido.

Após o episódio, Webster ficou afastado para se recuperar emocionalmente do episódio e conta que sua motivação para voltar ao trabalho é transformar a escola em um lugar melhor. “São coisas inesperadas, claro que agora existe aquela preocupação, porque não sabemos o que se passa na cabeça da juventude, mas estou pronto para realmente transformar, fazer a diferença, e é isso que a educação faz. Então, vamos vencendo as barreiras, porque quando você veste a camisa e gosta do que faz, não tem empecilhos”, disse à reportagem.

O diretor conta que a escola já estava enfrentando problemas há alguns anos. Pelos números de criminalidade e com isso, diminuição de demandas, foi a fomentação para que assumisse a direção do local. “Queremos transformar essa escola em referência, onde a educação seja bem aproveitada e façamos o que devemos fazer. Em que as pessoas gostem do ambiente e espaço, o desafio é tornar esse sonho em realidade”, declara.

Webster afirma que a escola já está colhendo frutos da nova conduta. “Os alunos já passaram a ter um novo olhar, começa a surgir a vontade de algo melhor, o que estamos aguçando, acho que a comunidade também já tem outro olhar, e as famílias estão empenhadas em ajudar. Com isso, as portas se abrem, como a da Secretaria de Educação, onde conseguimos verbas para fazermos reforma do espaço escolar”, conta com alegria.

Maria Rita Duarte

A escola recebe o nome de Maria Rita Duarte em homenagem a está mulher que contribuiu para o crescimento da instituição. Quando esta surgiu, Maria Rita se preocupava com a merenda dos alunos e estava sempre contribuindo com fubá, milho e outros alimentos. Sua filha, Dona Dalva, foi a primeira diretora da instituição e a família segue entrelaçada a história da escola, sendo estudantes e posteriormente profissionais da instituição.

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