Ganhe menos, pague mais: Trabalhadores começam a pagar mais impostos ao INSS hoje

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Trabalhadores devem ficar atentos, pois as novas alíquotas da Nova Previdência começaram a valer nesse domingo, 1º. Até fevereiro, três percentuais incidiam no contracheque do trabalhador brasileiro: 8% (salário até R$ 1.839,29), 9% (de R$ 1.830,30 a R$ 3.050,52) e 11% (R$ 3.050,53 a R$ 6.101,06). Agora, serão quatro alíquotas: 7,5% (até R$ 1.309,00), 9% (R$ 1.039,01 a R$ 2.089,60), 12% (de R$ 1.830,30 a R$ 3.050,52) e 14% (R$ 3.050,53 a R$ 6.101,06).

Com isso, o cidadão vai trabalhar mais e receber menos. As regras de calcular os benefícios foram alteradas, 99% vão receber menos do que nas antigas regras. Já para o Governo Federal, as novas alíquotas fazem sentido na medida em que quem ganha mais deve pagar mais imposto. Apenas a menor das novas alíquotas, de 7,5%, beneficiará quem ganha o piso nacional.

Outra mudança, que já está em vigor desde novembro passado e que mexe com a aposentadoria, é que alterou o percentual de salários que eram descartados no cálculo do benefício.

Sistema fora do ar

Com a Nova Previdência em vigor, o trabalhador ainda não consegue acessar o simulador da aposentadoria no site do Instituto Nacional do Seguro Social (www.meu.inss.gov.br). Também não está disponível no sistema a informação sobre o tempo de trabalho formal do empregado, que, até semana passada, podia ser consultada. Em nota, O INSS informa que “o serviço ‘Simular Aposentadoria’ está temporariamente indisponível”, pois o instituto atualiza o sistema “para adequação às novas regras de aposentadoria (Emenda Constitucional n° 103 de 12 de novembro de 2019)”.

Demora do Atendimento

No último ano, o INSS bateu recorde de demora no atendimento, foram em média 74 dias de espera para os segurados do instituto para obter respostas aos pedidos de benefício em 2019. Esse é o maior tempo médio dos últimos cinco anos e descumpre a lei, que determina o prazo máximo de espera de 45 dias.

Em 2018, o tempo médio de espera foi de 51 dias. Em 2017, 54. Em 2016, 60. Em 2015, 39 dias. Os dados foram enviados pelo INSS ao Tribunal de contas, como parte da justificativa do Instituto para a contratação de trabalhadores extras para reduzir as filas. De acordo com o órgão, seria necessária a contratação de 9.101 pessoas para zerar a fila nos anos de 2020 e 2021. No país, cerce dois milhões de pedidos aguardam resposta do Instituto. Desses, quase 1,4 milhões aguardam a resposta há mais de 45 dias.

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