Hospital Santa Terezinha recebe verba de indenização da Vale

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Recurso destinado pelo Ministério Público do Trabalho reforça o combate à Covid-19

O Hospital Santa Terezinha, em Mateus Leme, será um dos beneficiários de verba em indenização paga pela Vale após a tragédia de Brumadinho, em janeiro de 2019. A determinação é do Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais (MPT), que destinou R$9,8 milhões dos R$400 milhões pagos pela mineradora para cinco hospitais e o município de Inhaúma, na região central de Minas. O objetivo é reforçar o combate à pandemia da Covid-19.

As instituições que receberão os recursos foram definidas pelo Comitê Gestor dos Recursos do Dano Moral Social. Em março deste ano, um primeiro repasse de R$38 milhões beneficiou 15 organizações. Já em abril, R$5 milhões foram enviados aos municípios das regiões atingidas. Esse é o terceiro repasse da verba indenizatória.

Os R$9 milhões serão divididos entre o hospital mateuslemense, a Santa Casa de Misericórdia de Belo Horizonte, o Hospital Santo Antônio de Curvelo, a Sociedade Hospital Queluz e o Hospital de São Vicente de Paulo, ambos em Conselheiro Lafaiete, e a Santa Casa de Misericórdia de Pompéu, além da cidade de Inhaúma.

Hospital de Campanha referência

Em uma parceria público-privada, o Hospital Santa Terezinha abriga em suas instalações o hospital de campanha de Mateus Leme. A unidade temporária foi montada pela Prefeitura no segundo andar, que estava desativado, e conta com 16 leitos, que podem ser ampliados para 30. Oito leitos estão equipados com equipamento de UTI e respiradores, além da unidade contar também com UTI móvel. Mateus Leme é referência para cidades vizinhas, como Igarapé, São Joaquim de Bicas, Sarzedo, Juatuba e Florestal.

Na época da instalação do hospital de campanha, o prefeito Júlio Fares explicou que algumas obras que seriam realizadas com recursos próprios do Município precisariam ser paralisadas e eventos tradicionais do município, como a Festa de Junho, foram cancelados para destinação de verbas à saúde.

Os esforços para a concretizar o projeto, além da administração planejada dos investimentos para funcionamento do Hospital de Campanha, foram reconhecidos em todo o País como modelo de gestão eficiente de recursos públicos. A unidade de saúde para o combate ao coronavírus, é gerida por uma organização não-governamental e a administração municipal arca com os custos apenas do que é usado. No primeiro mês, foram despendidos R$275 mil; já no segundo, esse valor sofreu redução para R$265 mil.

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