Juatuba controla a dengue, mas Mateus Leme ainda está em alerta

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A Secretaria Estadual de Saúde – SES – divulgou na segunda-feira, 15, o boletim epidemiológico atualizado de monitoramento dos casos de dengue, chikungunya e zika. Conforme publicações anteriores da SES, a incidência de casos prováveis de dengue em Juatuba e Mateus Leme estava alta. Contudo, o novo levantamento aponta que em Juatuba passou a ser considerada baixa incidência nas últimas quatro semanas, com apenas quatro casos, enquanto que Mateus Leme ainda está com incidência média, em alerta, com 37 casos sendo investigados. A incidência é calculada com base na proporção entre o número de habitantes e de casos investigados.

Na atualização de março, o município de Juatuba chegou a ter 191 casos prováveis de dengue e estava sob alerta, com alta incidência da doença. Já Mateus Leme chegou a seu ápice em abril, com 161 casos investigados. No mesmo mês, o Governo do Estado enviou R$ 40 mil para cada cidade mobilizando recursos de forma mais ágil para enfretamento do Aedes aegypti e estruturação de serviços de atendimento às pessoas infectadas pelo vírus causador da doença. Desde então, as cidades diminuíram seus índices, principalmente Juatuba, mas as secretarias de saúde pedem para que a população não pare de adotar as medidas preventivas contra a doença.

A coordenadora da atenção primária da saúde de Juatuba, Amélia da Silva, afirma que há vários projetos em andamento e que a meta é manter o baixo índice alcançado pela cidade. “Temos um projeto de integração das endemias, com os agentes comunitários de saúde, também faremos capacitação das equipes para traçarmos metas juntos, são vários os projetos para o controle das arboviroses e do combate ao mosquito. Entre as ações estão as campanhas em áreas da cidade, no projeto ‘Saúde na Escola’, uma mobilização da comunidade em relação a isso”, explica Amélia.

O secretário de Saúde de Mateus Leme, Rafael Oliveira, ressalta que a cidade ainda está em alerta. “Estamos em alerta sempre, principalmente em face da gravidade que presenciamos no início de 2019, já que em comparação com anos anteriores, a incidência de casos de dengue foi maior, infelizmente. Por esse motivo, mesmo estando vivenciando temperaturas mais amenas, agora, temos que ter a consciência de que o Aedes aegypti encontra-se encapsulado e que, com a chegada do calor e das chuvas, as larvas irão eclodir. Pretendemos, portanto, realizar, em agosto, mega mutirões em dois finais de semana subsequentes, cujas datas ainda irão ser agendadas. Já os mutirões comuns serão feitos também em agosto, durante todo o mês, antes do período chuvoso. Conscientização sobre os riscos do Aedes será trabalhada com a população”, afirmou.

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