Juatuba registra 61 casos de Aids em 10 anos

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Os números de casos de doenças sexualmente transmissíveis (DST) no Brasil são assustadores. De janeiro a junho deste ano foram 6.251 ocorrências de sífilis adquirida e 3.838 de sífilis em gestantes, além de 1.265 registros de Aids e 250 de hepatite B. Isto significa que a AIDS teve um crescimento expressivo de 21% no país e já está sendo considerada uma epidemia na faixa etária entre 15 e 49 anos.

Tamanha incidência, acende o sinal de alerta para homens e mulheres, que precisam se conscientizar que a prevenção é a única forma de proteção. 

O debate em torno das doenças sexualmente transmissíveis tem sido intensificado e, em Juatuba, de acordo com dados da Secretaria de Saúde, nos últimos 10 anos, foram registrados 61 casos de Aids, sendo um deles de um recém-nascido que contraiu a doença da mãe. Os números apontam ainda outros 66 casos de hepatites virais e 38 de sífilis.

A média que tem se mantido estável em Juatuba desde 2009 é de seis casos de Aids por ano, com destaque para o aumento percentual de casos em pacientes do sexo masculino em relação ao feminino. Quando o assunto é a Sífilis, os dados mostram que a doença é mais comum entre os jovens.

Prevenção

Para a secretária de saúde, Amélia Augusta, o uso do preservativo é a forma mais simples de proteção contra o HIV e outras DSTs como sífilis e o HPV, além de uma gravidez não planejada.  “A prevenção é de baixo custo e todos são responsáveis por cuidar do seu corpo. Um sinal de amor próprio é a exigência do uso de preservativos. Temos preservativos masculinos e femininos gratuitos disponíveis em todas as unidades de saúde pública, além de sempre realizarmos movimentos de educação em saúde”, reforça.

A secretária destaca ainda que a Atenção Básica oferece exames de HIV gratuitos e que os resultados são sigilosos.

Epidemia

Enquanto em 2018 a América Latina apresentou um crescimento de 7% de novos casos de HIV, o Brasil chegou a 21%, o número coloca o país como o terceiro com maior aumento de casos, atrás apenas do Chile e da Bolívia e ficando no mesmo patamar que Costa Rica.

O Ministério da Saúde já considera que há uma “epidemia de Aids entre os jovens” uma vez que, a taxa de notificações da doença na faixa etária de 15 a 19 anos quase triplicou entre 2006 e 2015. Já entre pessoas de 20 a 24 anos, o índice dobrou.

Minas Gerais também apresentou um aumento de 112% de número de infectados em 20 anos. De janeiro até o início deste mês foram registrados 3.344 casos, uma média de 11 por dia.

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