Juatubenses fazem cadastro para receber indenizações da Vale

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Moradores de oito regiões têm direito a compensações pelos danos causados com o rompimento da barragem que atingiu o Rio Paraopeba

Quatro meses após o rompimento da Barragem I, da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, a Vale continua trabalhando na reparação e prestação de assistência a todos os atingidos, incluindo moradores de Juatuba. As ações incluem acolhimento, assistência psicológica, atendimento médico, obras de recuperação de infraestrutura, auxílio financeiro, indenizações, aportes a instituições que estão colaborando com a empresa no apoio humanitário, além da criação de uma nova diretoria para reparação.

Atendimento à Juatuba

Estão sendo atendidos em Juatuba moradores das regiões de Francelinos, Das Nações, Satélite, Nova Esperança, Jardim Califórnia, Coqueiro Verde, Das Acácias e Samambaia. No município, o Posto de Registro para Indenizações fica na Rua Mário Teixeira, 245, Lojas 3 e 4, e o horário de atendimento é das 8 às18h, de segunda a sábado.

A exigência da comprovação de endereço até o período da tragédia tem deixado o Cartório Eleitoral da comarca sobrecarregado, tendo em vista que a declaração emitida pelo órgão atende os requisitos exigidos pela empresa e que o mesmo ainda organiza a eleição suplementar de Juatuba, que ocorre neste domingo, 02. Para conseguir concluir os detalhes do novo pleito, foi necessário que o Cartório Eleitoral pedisse a Vale que reagendasse horários dos moradores de Juatuba.

Até o momento, mais de 69 mil moradores já receberam indenizações emergenciais em 15 municípios: Brumadinho, Juatuba, Mário Campos, São Joaquim de Bicas, Betim, Igarapé, Florestal, Esmeraldas, Pará de Minas, São José da Varginha, Maravilhas, Fortuna de Minas, Pequi, Paraopeba e Curvelo.

Além disso, mais de 62 mil agendamentos foram realizados e mais de 93 mil pessoas se cadastraram nos Postos de Registro de Indenização emergencial, disponibilizados pela empresa em vários locais. Tais pagamentos valem para todas as pessoas que residiam em Brumadinho ou que moravam até um quilômetro da calha do Rio Paraopeba, desde Brumadinho até a cidade de Pompéu, na usina de Retiro Baixo, no dia 25 de janeiro deste ano.

Os valores estão sendo depositados após a Vale firmar um acordo preliminar com a Advocacia-Geral de Minas Gerais, o Ministério Público do Estado de Minas Gerais, a Defensoria Pública do Estado, a Advocacia-Geral da União, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União, visando a soluções para as questões emergenciais.

Para receber o pagamento emergencial, os moradores devem marcar horário de atendimento nos Postos de Registro para Indenização – PRI – para entrega da documentação. O agendamento dever ser realizado pelo telefone 0800 888 1182. Após o agendamento por telefone, o morador precisa se dirigir, na data agendada, para o PRI que atende a sua localidade. No caso de pessoas com dificuldade de locomoção, há ainda a possibilidade de entrega coletiva de documentos mediante agendamento e comparecimento de representante no posto.

Suprimentos

Segundo informações da Vale, foram disponibilizados mais de 130 milhões de litros de água para consumo humano, animal e para a irrigação agrícola em 19 municípios. Com mais de 70 mil itens de farmácias comprados, os custos totais de aquisição de suprimentos, que também inclui itens como água, equipamentos e outros custos logísticos, já somam mais de R$ 687 milhões.

Ações de reparo ambiental

As análises de turbidez da água do Rio Paraopeba são realizadas 24h por dia, em cinco pontos do rio, por meio de sondas automáticas. A recuperação ambiental do rio depende de um conjunto de ações, entre as quais a contenção de rejeitos sólidos que estão próximos ao local onde ficava a estrutura. Junto com outras empresas e instituições, a Vale está elaborando um plano para a bacia do Paraopeba, que vem sendo discutido com órgãos ambientais. Atualmente, são 65 pontos de monitoramento em pontos acima do local do rompimento da barragem, no córrego Ferro Carvão, nos rios Paraopeba e São Francisco, nos reservatórios das usinas de Retiro Baixo e Três Marias, além de outros oito rios tributários do Paraopeba. Também se encontram em operação cinco membranas antiturbidez, sendo três na região de Pará de Minas e duas na região de Betim/Juatuba. A Vale segue atuando para resgate e salvamento de fauna.

Entre Juatuba e a Usina de Retiro Baixo, no município de Pompéu, na faixa de aproximadamente 170 quilômetros do rio Paraopeba, trecho mais extenso, as ações da Vale estão direcionadas para reduzir o carreamento de rejeitos ao longo do curso do Paraopeba, por meio da instalação de membranas antiturbidez. Até o momento estão em operação cinco membranas, três delas na região de Pará de Minas e outras duas nos municípios de Juatuba e Betim, antes da Usina Termelétrica de Igarapé. Monitoramentos específicos demonstram que a eficiência das barreiras instaladas implica em uma redução média de 15% da turbidez da água do rio.

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