Morador enfrenta dificuldades para receber parcela da indenização da Mineradora Vale

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Juatuba é um dos municípios diretamente afetados pelo rompimento da barragem em Brumadinho, no início do ano, que contaminou a água do Rio Paraopeba. Por essa razão, moradores dos bairros próximos ao trecho do rio que corta Juatuba foram incluídos na lista de pessoas prejudicadas que deveriam ser indenizadas pela mineradora Vale, responsável pela barragem que se rompeu.

Alguns dos moradores registrados já receberam as primeiras parcelas da indenização, no entanto, essa semana o senhor João José Januário, de 66 anos, disse que enfrenta problemas para receber o ressarcimento pelos problemas que vem enfrentando após a tragédia. “Tenho o cadastro todo pronto lá. Tenho a carteira de pescador, registro do comércio, da casa. Minha esposa recebeu, eu e minha filha não recebemos nada”, disse à reportagem.

João José, que é morador do bairro satélite, relatou que a esposa recebeu cinco salários, destes quatro depositados de uma só vez, atrasados, e o quinto este mês. Ele e a filha têm direto a receber indenizações à parte, no entanto, o idoso disse que ao questionar os responsáveis pelo cadastro, foi informado, inicialmente, que a parte dele havia sido depositada juntamente com a da esposa. Porém, ao cobrar um extrato ou uma comprovação disso, a Vale constatou que realmente não havia sido realizado o deposito conjunto, mas seguiu afirmando que o valor já teria sido transferido para ele.

“Eu fui lá umas quatro vezes, eles dizem ‘volta amanhã, deu uma pendência no seu documento’, ‘Ah o dinheiro do senhor já foi depositado’. Eu passo na Caixa, tiro o extrato e não tem nada. Eles dizem que caiu junto com o dinheiro da minha esposa, peço o extrato para corrigir e eles alegam que na verdade era só o dinheiro dela, que o meu não caiu na conta dela, mas não sabem me dizer na conta de quem caiu”, contou.

Além de não receber nenhuma parcela da indenização, o senhor José conta que está enfrentando dificuldades financeiras por causa do baixo movimento em seu comércio após o rompimento da barragem. “Eu tenho um barzinho, mas agora com esse negócio da Vale, o movimento caiu praticamente 50%. A turma que vinha de fora, por exemplo, para ter lazer aqui, não vem mais. Eu tive que pegar um punhado de servicinhos e deixar o bar fechado, abrindo só sábado e domingo à tarde para ter renda. Parcela de Vale, por exemplo, eu não recebi nem a primeira”.

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