Prefeitura de Mateus Leme fará repasse para evitar fechamento do Hospital

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Mais uma vez a difícil situação financeira do Hospital Santa Terezinha esteve na pauta de debates de Mateus Leme, onde ele está localizado e também de Juatuba, cidade que não possui hospital e depende diretamente dos atendimentos da instituição. Credenciado ao SUS, o Hospital é uma fundação filantrópica e há alguns meses vem enfren­tando dificuldades para fechar as contas.

A saúde financeira do hospital ficou crítica no início deste ano depois que o Governo Minas atrasou repasses à Fundação. As dívidas foram crescendo, se acu­mulando e, a direção da institui­ção previu que a retomada dos pagamentos pelo Estado, não resolveria os problemas que foram gerados.

Mas o que parecia ser o maior dos problemas ficou menor nos últimos dias: é que o Governo cortou 50% do valor do repasse do SUS, ou seja, o Hospital que recebia 220 mil todo mês, dei­xou de receber R$ 110 mil. O motivo para o corte foi que a instituição não conseguiu atingir o número mínimo de interna­ções via Sistema Único de Saúde. Ou seja, o hospital deveria aten­der 60% das internações pelo SUS, com a porta de entrada feita pela UPA. “Sem uma equipe dis­ponível 24 horas, a estrutura hospitalar não comporta inter­nações e no início do ano fica­mos sem plantonista e este foi um dos motivos para não atin­girmos a meta estabelecida”, explica a provedora Marli da Silva Paiva Diniz.

Sem recursos e com dívidas acumuladas, a possibilidade de fechamento do Hospital se tor­nou real. A provedora diz que procurou a administração muni­cipal para mostrar a difícil situa­ção financeira do Santa Terezi­nha e que o prefeito Júlio Fares acolheu a proposta de firmar um convênio para socorrer a insti­tuição. A reunião contou tam­bém com a presença do prefeito de Juatuba, Antônio Adônis, que também se mostrou sensível à situação. O repasse de R$ 40 mil de cada prefeitura vai minimizar os problemas, mas para que ele se concretize precisa ser apro­vado pela câmara dos municí­pios.

Em contrapartida ao repasse, as duas prefeituras indicarão, cada uma, uma pessoa para acompanhar, fiscalizar e ajudar na tomada de decisões.

“Estamos aguardando a aprovação do convênio com Juatuba e Mateus Leme e temos também como meta ampliar os convênios com outras cidades, pois mesmo que o Estado restabeleça o repasse integral, a Fundação ainda não consegue sair do vermelho, por causa das dívidas acumuladas”.

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