Sargento Patrícia chefia setor da PM e conta sobre o desafio da profissão

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Mulheres em todo o mundo já foram subjugadas e estereotipadas para determinadas funções em sociedade. Predominantemente, elas eram consideradas adequadas somente aos trabalhos domésticos e para o cuidado do marido e dos filhos. Essa realidade foi, aos poucos, sendo modificada, mas ainda é um desafio atual. Patrícia Dias nasceu em Mateus Leme, tem 36 anos, 18 desses dedicados à Polícia Militar. Ela é sargento da 7ª Regional da PM, responsável pelas corporações de Juatuba e Mateus Leme e conversa com nossa reportagem sobre os desafios de ser mulher em uma profissional, tradicionalmente masculina.

Como surgiu a vontade de seguir a carreira policial?

Sargento Patrícia – Quando entrei para a PM era muito novinha e o fiz em busca de um trabalho estável. Com uma semana de curso, pensei que essa não era uma profissão para mim e até cogitei fazer o concurso para bombeiros. Contudo, continuei e finalizei o curso amando minha profissão. Hoje, não me vejo em outra área, até porque, tenho irmãos policiais também.

Socialmente, essa profissão é ligada aos homens. Você é vítima de preconceito?

Sargento Patrícia – Infelizmente, sim. Quando eu entrei para a polícia, o preconceito era ainda maior, mas ainda hoje ele existe e é velado, principalmente do público externo. Mas mesmo com este desafio, temos grandes oportunidades de demonstrar nosso potencial e condições de crescimento profissional.

Atualmente, você é a 2ª Sargento e chefia um setor na 7ª Cia Independente. Como você se sente ao ocupar essa posição?

Sargento Patrícia – Para mim é uma honra. Fruto de muito estudo e dedicação. Sou grata a Deus por todo carinho dos militares do pelotão de Mateus leme e dos cidadãos de bem de nossa cidade. Tudo que faço é com muito amor e com apoio de excelentes profissionais, a quem aproveito a oportunidade de exaltar, pois inúmeras vezes a minha vida esteve nas mãos deles.

Culturalmente, como as mulheres de Mateus Leme são vistas na guarnição?

Sargento Patrícia – Antigamente, as mulheres eram vistas com muita limitação para executar os serviços operacionais. Tanto que, por muitos anos, as funções administrativas ficaram relacionadas às mulheres. Mas isto mudou e, atualmente, nós somos bem vistas nas guarnições e consideradas competentes para exercer qualquer cargo. Normalmente, somos mais acessíveis e mais sensíveis, no entanto, não deixamos a desejar no quesito operacionalidade.

Cite três mulheres de Mateus Leme que merecem ser lembradas neste Dia Internacional da Mulher.

Sargento Patrícia – Temos muitas mulheres que são exemplos em Mateus Leme. De imediato me recordo de duas, nas quais me inspirei muito. A primeira é a irmã Abigail, exemplo de caridade e disciplina em nossa cidade. A segunda é a Dra. Cynthia (Maria dos Santos), que foi Promotora de Justiça em nossa cidade, um exemplo de honestidade e coragem. A terceira mulher não é conhecida, mas é meu maior exemplo é minha mãe! Mulher forte e guerreira, que se dedicou aos filhos e à família com muito amor.

Que mensagem que você deixa para as mulheres?

Sargento Patrícia – Que não desanimem diante das dificuldades e que continuem se dedicando ao serviço e à família, com toda garra e delicadeza, atributos inerentes às mulheres. Aproveito a oportunidade para parabenizar todas as mulheres de Mateus Leme, cidade com inúmeros exemplos de mulheres batalhadoras, honestas e guerreiras, que se revezam em horas estressantes de trabalho e amor à família.

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