Vereadores questionam contratação empresa de auditoria por R$ 195 mil

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Terra de Minas é alvo de ação civil pública movida pela Prefeitura de Itaúna

R$195 mil. Esse é o valor pago pela Prefeitura de Juatuba para a realização de auditorias operacionais nas despesas e receitas realizadas em apoio à administração municipal. O anúncio foi peito pelo secretário interino de administração da Prefeitura, Marco Antônio Guimarães Diniz, no Diário Oficial do Município, no dia 21 de agosto.

A empresa escolhida para prestar o serviço, por meio de uma ata de tomada de preços da Prefeitura de Uruana, foi o Instituto Terra de Minas, de Mateus Leme.

O valor está sendo alvo de contestação, uma vez que é considerado dos valores de mercado. Para o vereador Ted Saliba, o processo adotado pela Prefeitura deveria ser mais claro. “O valor, para mim é muito alto. Acho que se a Prefeitura fizesse uma licitação, o preço para a prestação de serviços seria bem mais baixo e o processo teria mais transparência”, declara.

O vereador Leo da Padaria concordou com a afirmação do colega em relação ao montante pago. “Eu acho o valor absurdo. Auditoria precisa ter mesmo; sou a favor que tenha, mas que não seja um valor exorbitante como este. Também concordo que a abertura de um processo licitatório seria a forma correta de contratação”.

Improbidade

O Instituto Terra de Minas existe desde 2003 e tem como representante legal Célio dos Reis Campos de Amaral. O mesmo sofre uma ação civil pública, que está sendo movida pela Prefeitura de Itaúna, desde 2010. Na época, Célio, à frente da Oscip “Face a Face Ação Solidária” foi acusado de improbidade administrativa, junto a outras 11 pessoas, em uma ação de valor de R$ 4.498.016,90.

A reportagem do Jornal de Juatuba e Mateus Leme tentou entrar em contato, durante a tarde da última quinta-feira, dia 22, com o Instituto Terra de Minas, mas não obteve resposta.

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