Vereadores reclamam e administração presta contas

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Após queixas de vereadores, secretário de governo vai a Câmara prestar contas

O secretário da Fazenda e Governo de Juatuba, Marco Antônio Guimarães Diniz, foi à Câmara esta semana e antes que falasse aos vereadores, o presidente da casa, Jurandir dos Santos, fez um desabafo, afirmando que é preciso deixar a rivalidade das eleições de lado e trabalhar pela cidade. “Temos que pensar no município e, infelizmente, algumas pessoas da administração têm dificuldade de entender que o trabalho precisa ser de todos. Transmita essa mensagem ao seu grupo e ao prefeito, e reafirme que estamos de braços abertos, porém, exigimos respeito”, disse Jurandir.

Em sua fala, o secretário relatou que quando a atual administração tomou posse, em 25 de junho, havia um saldo financeiro de cerca de R$ 3,5 milhões, dos quais R$ 2 milhões eram recursos vinculados, ou seja, com destinação específica. “A despesa aprovada para este ano era de R$ 127.315.220,00, mas quando a gestão atual assumiu, R$ 56 milhões já estavam empenhados. Ou seja, mais ou menos 50% do orçamento do município já estava comprometido”.

Marco Antônio explicou detalhadamente a situação envolvendo os altos custos com os servidores. Segundo ele, a folha de pagamento mensal do Município estava consumindo R$ 4,4 milhões, o que corresponde a 55% da receita líquida e, por isto, Juatuba está impedida de receber transferências através de convênios.

“Em 31 de dezembro de 2018, o município gastou R$ 51 milhões da receita líquida de R$ 93 milhões com a folha de pagamento e este percentual aumentou para 55,5% em abril. Em decorrência, Juatuba fica impedida de receber transferências até que a folha seja reduzida ao máximo de 51,3% da receita”, disse. O secretário afirmou que a atual administração reduziu o percentual para 54%. “Fizemos várias exonerações, conseguimos gerar uma economia de cerca de R$ 500 mil, mas como havia atraso no pagamento do INSS, a Receita Federal bloqueou repasses de quase R$ 400 mil no dia 10 de julho e no dia 19 de julho, mais R$ 121 mil.

Orçamento prejudicado

De acordo com o secretário, Juatuba recebeu R$ 9 milhões de repasses, mas R$ 1,3 milhões foram bloqueados e como a folha de pagamento é alta, é preciso “correr atrás de convênios”. Segundo ele, “se não conseguirmos ajustar a folha e não corrermos atrás de outros meios de financiamento, o que vai acontecer? O município vai continuar fadado a não ter nada e Juatuba será um município rico e pobre ao mesmo tempo”, disse.

O vereador Kelissander Saliba relembrou que ano passado a cidade enfrentou uma grave crise em decorrência do atraso de repasses de R$ 17 milhões pelo governo de Minas. Ele lembrou ainda que o governo Zema parcelou esta dívida em 30 meses, com o primeiro pagamento a partir de janeiro do ano que vem. “Essa falta de repasses prejudicou a maioria das cidades. Não se fecham postos de saúde e nem podemos deixar de prestar serviços essenciais, mas com a falta de repasse do governo de Minas, não há como investir”, salientou.

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