Violência: moradores do Vale Verde pedem socorro

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“Se eu pudesse ir embora daqui hoje ou amanhã, eu iria” diz morador

A coluna BAIRRO A BAIRRO dessa semana traz os problemas enfrentados pelos moradores do Vale Verde, em Mateus Leme. Os moradores do bairro destacaram à reportagem que o principal problema enfrentado pela comunidade hoje são os assaltos em plena luz do dia e a questão de ter que conviver com esgoto a céu aberto. Os residentes também comentaram que já procuraram a ajuda da Prefeitura para que fossem estudadas alternativas para resolver os problemas.

Os moradores contaram que nos arredores da Unidade de Pronto Atendimento – UPA –, que fica localizada no bairro, vários criminosos praticam assaltos, até mesmo em plena luz do dia. Isso, porque, segundo a comunidade, a falta de policiamento e de iluminação à noite facilita a ação dos criminosos.

Em entrevista, o comerciante Walter Euzébio, de 76 anos, contou que mora no local há 13 anos e durante o período já foi vítima de assaltos seis vezes em seu estabelecimento. “A primeira vez, eles entraram pelos fundos, arrombaram a porta e roubaram algumas coisinhas que estavam lá. Agora, eles levaram dinheiro, cerveja, refrigerante e também o dinheiro dos clientes. Inclusive, teve uma mulher que chegou a desmaiar de medo”, contou.

Além de estabelecimentos comerciais, Walter também comentou que os crimes têm ocorrido com frequência nas residências. “Assalto aqui é uma coisa que nem se fala. Só nesse mesmo prédio já foram três assaltos. Se eu pudesse ir embora daqui hoje ou amanhã, eu iria. Aqui está muito violento. A gente não tem tranquilidade nem para andar no bairro”, afirmou.

Segundo a comerciante Luciana Rodrigues, para tentar fugir da quantidade de crimes praticados no local, a alternativa está sendo fechar sua lanchonete todos os dias mais cedo. “Nós estamos tendo que fechar mais cedo. Muitos moradores estão passando por isso. Aqui tinha algumas estagiárias que trabalhavam na UPA, mas elas até saíram daqui com medo”.   

Esgoto a céu aberto

Segundo os comerciantes, a obra realizada há três anos pela concessionaria que administra a rodovia MG-050, com o objetivo de ajudar o escoamento da água nos períodos de chuva, na rua Padre Libério, mais serviu para expor o esgoto das residências, do que cumprir o seu propósito. “Essa obra de boca de lobo que fizeram aqui ficou muito mal feito. Nunca vi construírem uma boca de lobo com o nível tão baixo que água ultrapassa o passeio”, exclamou Marcelo Gonçalves.

Os comerciantes ainda relataram que por diversas vezes pediram ajuda da Prefeitura. Contudo, nunca obtiveram respostas. Para tentar contornar o problema e evitar que a enxurrada tomasse conta de sua casa, um dos moradores teve que construir, por conta própria, um bueiro em sua porta, já que a mesma fica localizada no final da rua, destino do desaguamento. Enquanto a ajuda não chega, os moradores continuam sendo obrigados a conviver com o esgoto a céu aberto.  

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