Idosa de 98 anos é exemplo da luta contra a Covid-19 em Mateus Leme

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Dona Isaura ficou internada no hospital de campanha, se recuperou e, em breve, estará em casa com a família

A pandemia deixou sem esperança muitas pessoas. A situação de isolamento, a dificuldade para ter acesso a tratamento, tudo é uma realidade nova que, muitas vezes, assusta. Entretanto, nesta semana, a população de Mateus Leme teve como exemplo de luta e recuperação uma ilustre moradora. Isaura Ancelmo completou 98 anos em março e está vencendo a Covid-19.

Natural de Jaboticatubas, também em Minas Gerais, Dona Isaura mora há mais de 60 anos em Mateus Leme. Teve apenas uma filha, mas viu a família crescer ao longo dos anos. Hoje são quatro netos e seis bisnetos, muitos vivendo longe, mas todos deram um jeitinho de estar mais perto da matriarca neste momento. Diariamente, eles enviaram vídeos mostrados a Isaura durante a internação, para que assim, ela matasse a saudade e ganhasse mais força para combater a doença.

A filha, Ângela Viana Figueiredo, conta que a mãe estava internada para tratamento de uma pneumonia quando também contraiu o coronavírus. Devido ao risco provocado pela idade, ela precisou ficar sob cuidados do corpo médico do hospital de campanha, onde foi monitorada de perto. A paciente não precisou de aparelhos, recebendo apenas oxigênio. A expectativa é que ela esteja com a família já neste fim de semana.

Há 27 anos, Dona Isaura e Ângela moram juntas para que a filha possa cuidar da mãe, que já não anda devido a uma fratura na bacia. Por essa proximidade, a professora aposentada acabou também contraindo a doença. Para evitar que mais membros da família tivessem contato com o vírus, Ângela se isolou em uma casa de repouso em Florestal, para onde Isaura também deve ir após receber alta, até que ambas estejam livres da covid e prontas para voltar a Mateus Leme.

Apesar da falta de mobilidade, Dona Isaura ainda é ativa, gosta de fazer palavras-cruzadas e não deixa de assistir às missas pela televisão. “Estou louca para ficar boa logo, já são 17 dias longe da minha mãe. Mas o exemplo dela é bom para as pessoas saberem enfrentar a doença com paciência, ter fé e acreditar que tudo vai passar”, destaca Ângela. Ela agradeceu ainda as inúmeras mensagens e telefonemas que tem recebido e que a ajudaram a enfrentar esse momento de forma mais leve. “As pessoas estão ligando, todos estão rezando, pedindo por nós e querendo saber notícias. A gente fica muito feliz de saber que temos tantos amigos”, finalizou.

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